faz calor na pedra
a aquele que traz a rocha
já pisou em árvore seca
e no barulho de cada passo
fez silêncio de guardar semente
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
nunca havia tocado nesta casca tão fina
e se fosse possível encontrar rios debaixo da pele
qual cor teria o nome do que levita entre nós?
deitei no campo de flores
para ser sombra em tempos de sol
cantemos Glória em altas vozes
enfileirados nas calçadas
enquanto nossas crianças
roubam os tapetes das casas
e costuram as sujeiras
para dormir o perdão
e se fosse possível encontrar rios debaixo da pele
qual cor teria o nome do que levita entre nós?
deitei no campo de flores
para ser sombra em tempos de sol
cantemos Glória em altas vozes
enfileirados nas calçadas
enquanto nossas crianças
roubam os tapetes das casas
e costuram as sujeiras
para dormir o perdão
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
na superfície do rio, o altar
aconselho-me com os sábios habitantes dos canteiros
ao lado destas margens querendo alargar-me
tem um animal que pede aqui dentro
uma gota a mais nesta língua nascente
um horizonte febril
nas palavras difíceis de fazer
é o espelho olhando o sol
é novo o dia
e as elas me usam
num canto peregrino
como centelhas que saltam
sou isca mergulhada na luz
aconselho-me com os sábios habitantes dos canteiros
ao lado destas margens querendo alargar-me
tem um animal que pede aqui dentro
uma gota a mais nesta língua nascente
um horizonte febril
nas palavras difíceis de fazer
é o espelho olhando o sol
é novo o dia
e as elas me usam
num canto peregrino
como centelhas que saltam
sou isca mergulhada na luz
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sou o fim da viagem
numa casa de veraneio
não vês que os espaços em branco
cobram silêncio e presença?
eu não comungo da morte
desçam aqui os homens
que plantaram aquelas cruzes
no alto da colina
reconheço minha falta de gosto
não sou mais que os cantos daquela muralha
em cadência ocre, verde e amarelo-negro
mas viveremos para sempre deste modo doméstico?
não amanhã, mas agora
neste Aberto de silêncio e presença
cólera ao meio-dia
desça e ouça
os estalos desta morada nova:
aqui estou.
numa casa de veraneio
não vês que os espaços em branco
cobram silêncio e presença?
eu não comungo da morte
desçam aqui os homens
que plantaram aquelas cruzes
no alto da colina
reconheço minha falta de gosto
não sou mais que os cantos daquela muralha
em cadência ocre, verde e amarelo-negro
mas viveremos para sempre deste modo doméstico?
não amanhã, mas agora
neste Aberto de silêncio e presença
cólera ao meio-dia
desça e ouça
os estalos desta morada nova:
aqui estou.
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