terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

no limite dos dedos
toco o que não posso
arranho a lucidez
-um instante-
o acesso negado
a única porta
sou a chave
que trago nas mãos

4 comentários:

Anônimo disse...

no que te escrevia em poemas de ontem, vc. enviava as preces do mundo de hoje.....lindo.....
mesmo catártico, forte....
sinto mesmo orgulho de ti.

FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA

Anônimo disse...

´´Tudo acões conjungadas, tudo um corpo, tudo um sangue passando, os ventos indo , as águas se movendo , o sal um só, equipamento de asas e barcos para os membros iguais permanecerem , e meu canto acordar os outros cantos, e eu ser comunicado em canto oculto que a ambiência das coisas me transmite e os tormentos do mundo me designam.´´

- VERSO XIII de JORGE DE LIMA
´´INVENÇÃO DE ORFEU´´
- tudo dito aí...
saudades e impossibilidade pela distância fortalecem profundez de
sentimentos por vc., escritora que admiro tanto quanto a própria Literatura.

FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA

Anônimo disse...

arranho a lucidez....

o que não posso...

a chave....
sempre ela....
ouço em adaggio.....

belo,demasiado, vc. sabe ser belo o instante em que retêm o fluxo por ser dito e escrito...

FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA

Geraldo de Barros disse...

Angela, adorei este poema, depois de tanto tempo longe da net, estou voltando (bota mais cerveja pra gelar rsrs) e gostei de mais de ter contato com esse seu texto, maravilha!

Beijos