quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

diga-me por entre os intervalos dos eucaliptos
o teu sim. Não outro,
mas um sim a mais que ele próprio
um sim que é borda e irrompe
o excesso do sim, o cansaço inalcançável
que ora pede rosto em sombra, ora em sol
e caminha ao som das folhas
de mãos dadas
ao que faz do mesmo,
um outro sim

4 comentários:

Anônimo disse...

SIM ! volto com toda dedicação que vc. merece.... não me desprendo de ti e tua Obra, mas meu lado Walt Whitman e Verlaine me chama hoje.... vc. é todo-tudo poeta ! de denso e espiritual em minha Vida.... visite meu facebook.

beijo, Flávio Viegas Amoreira

flavioamoreira@uol.com.br

Geraldo de Barros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Geraldo de Barros disse...

Oi Angela, lindo poema, este sim foi bem intenso, parabéns!

Beijos


p.s eu exclui a mensagem anterior por causa de uns errinhos =)

rodybmfouto disse...

sim
confesso que caiu meu queixo
tocado por tanta poesia linda
de uma delicadeza que admiro
mas não alcanço escrever
porém, admirar, como admiro!
não é só essa; são todas
lendo sua apresentação
especialista que sou em conjecturas
já fui logo vendo hai kais
ora legítimos, ora estendidos
ou apenas poesias poesias
do jeito que gosto
versos livres e sentimentos soltos
sem métricas castradoras
sem o cárcere obsessivo das rimas
que até podem ser legais, mas
correm o risco sério de por fora a
essência espiritual da poesia.

que boa hora em que
mexesse no cabelo, nocauteando
esse pobre!
que boa hora em que escreveste!
sou grato pela atenção
pela confiança
e arrisco, como arrisco dizer,
pois que a vida sem risco
é meia vida:
temos algumas coisas em comum,
educadora.

a hora que você quiser
bater um papo
tamos aí.
parabéns pelo manejo tão
delicado das palavras.
você parece escrever como quem cultiva um bonsai.
beijão!!!